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PARIS - 8ª Parada do Orgulho Gay .
Por Neko Almeida

Se São Paulo tem a maior parada do Mundo, com certeza a mais charmosa é a de Paris. E este ano esteve ainda mais glamorosa, já que contou com um dos maiores ícones gays de todos os tempos, a cantora e atriz, Liza Minnelli que com o punho cerrados e muito sorridente, abriu neste sábado a oitava edição do Gay Pride de Paris com o grito “FREEDOM!”.

Sua chegada surpreendeu tanto, que alguns chegaram a acreditar que era uma dublê. Mas as dúvidas se dissiparam quando foi recebida pelo prefeito Bertrand Delanoë, um "habitué" da parada.

Entre os políticos presentes, Jack Lang, ex-ministro da Cultura: “Devemos pensar em todos os homossexuais da Arábia Saudita e outros países, que são perseguidos”, disse Lang. Os membros da associação “Juntos contra a pena de morte”, passavam uma petição para ser assinada. Em nove países – Irã, Arábia Saudita, Afeganistão, Mauritânia, Sudão, Iêmen, Paquistão, Emirados Árabes Unidos e alguns Estados do norte da Nigéria – a homossexualidade é crime passível de pena de morte

O cortejo fez o percurso tradicional – da Praça  Denfert Rochereau à Praça da Bastilha, reunindo, segundo os organizadores, 700 mil pessoas, e segundo dados oficiais “apenas” 250 mil.

Durante toda a marcha o tom político era notado por faixas, cartazes e gritos de ordem, mas isso não quer dizer que tenha sido maçante ou chata.

Muitos brasileiros presentes, desde estudantes que estão na França, até personalidades da noite LGBTTT de São Paulo e Rio, entre elas Tamy La Close, Ricardo (SOGO) e seu marido suíço, Kaka di Polly, a estonteante Nicinha - eleita a mais charmosa e chique de toda a parada -, o estilista Marcos Gutierrez, os performáticos Auricio e o franco brasileiro Sebatien, além de uma orda de gogos de terra braziles.

 O típico ar carrancudo e blazé dos franceses deram lugar a alegria e simpatia que fizeram homens e mulheres, jovens e idosos, famílias e curiosos se misturaram na folia, seguindo dezenas de carros “alegóricos” e caminhões tipo “Trio Elétrico”, ao som de música Techno e Pop.

A Parada celebra 40 anos de lutas pela defesa dos direitos dos homossexuais, com o objetivo de uma igualdade real, jurídica e social, com os heterossexuais.

A 8ª Parada do Orgulho Gay de Paris não acaba com o fim do desfile. Milhares de pessoas comemoram durante a noite toda, dançando pelos bares e ruas do Marais, bairro tradicional gay da cidade-luz.