Rio de Janeiro - Chuva não atrapalha Marcha. |
Por Neko Almeida |
Embaixo de chuva, a 14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio coloriu a Avenida Atlântica, no domingo cinzento (01/11), com as cores do arco-íris. Sob o tema "Pelo direito de viver e amar livremente. Diga não à homofobia!", quase um milhão de pessoas, segundo sites cariocas, transformou a orla de Copacabana numa grande festa.
Antes da Parada, o prefeito Eduardo Paes, disse em coletiva aos jornalistas: "Quero que a Parada do Orgulho LGBT Rio seja a maior do Brasil e já existem negociações com SP”. Ele, no entanto, não foi até a avenida.
Com a chegada, às 15 horas, do governador Sérgio Cabral acompanhando da primeira-dama, Adriana Anselmo, o evento foi aberto oficialmente pelo superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Ação Social e Direitos Humanos, Claudio Nascimento, que também é fundador da Parada Gay no Rio de Janeiro, a primeira do Brasil.
O Hino Nacional foi cantado pela travesti Jane Di Castro. Em seguida a cantora Laila Maria interpretou o hino da Parada do Rio de Janeiro, a canção Bom é Beijar.
Os discursos foram iniciados pelo Governador que afirmou estar ali para ratificar o compromisso e o apoio do governo do estado à luta pelos direito à diversidade sexual.
– Estamos juntos com os militantes gays em nosso governo, apoiando e coibindo qualquer ação de preconceito, de diferença no tratamento aos gays, mostrando que o estado do Rio de Janeiro reage e defende a igualdade a todos. Isso aqui é uma festa de alegria. Nem a chuva está atrapalhando – disse o governador.
Perguntado sobre as declarações de representantes do executivo que se opõem à causa gay, Cabral falou: "Eu lamento porque não há nada mais nojento do que o preconceito".
Também em discurso o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reprovou qualquer tipo de preconceito, ratificando a campanha pró-criminalização da homofobia.
- Preconceito dá câncer, faz mal à saúde e pode matar. O que cura o preconceito e a doença é a solidariedade. As paradas LGBT representam os maiores eventos de massas do país. A gente quer que o Congresso olhe o que acontece nas ruas e perceba a importância de leis contra a homofobia. Nosso grande objetivo é construir uma sociedade que respeite a diversidade, promova a paz e combata o preconceito - disse Minc.
O fim dos discursos foi feito pela global Letícia Spiller que declarou seu amor a causa GLBT, ao Rio e ao Brasil. Perdendo apenas para o Réveillon e o carnaval, a Parada do Orgulho LGBT-Rio é o terceiro maior evento oficial da cidade. O grupo Arco-Íris, que organiza o evento, esperava reunir mais de um milhão de pessoas na orla de Copacabana.
A 14ª Parada do Orgulho LGBT contou com 17 trios elétricos. No primeiro deles, acrobatas com apresentação dirigida pelo carnavalesco Milton Cunha quase não foram notados, já que, a chuva prejudicou muito a apresentação.
Por todo o percurso, um mar de guarda-chuvas coloridos junto com capas transparentes, invadiu a avenida protegendo os manifestantes dos pingos insistentes, realçando o visual diferente da Parada.
Pela avenida nenhum excesso relevante foi notado e o evento transcorreu em ordem e com muita alegria até as 22 horas quando o último carro desligou o som. |