Por Inel ALmeida
Parada do Orgulho de São Paulo
A 15ª Parada do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) de São Paulo começou oficialmente por volta das 13h30 deste domingo. A concentração em frente ao Masp, na avenida Paulista, já era intensa desde às 10h30.
Apesar da visibilidade, este ano, a quantidade de políticos foi bem menor. O Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (sem partido) ficou apenas alguns minutos no camarote oficial da prefeitura. Ao se despedir, como pressa, confirmando apoio ao evento nos próximos anos.
Atitude bem diferente da observada na Marcha para Cristo, quinta feira, onde o prefeito andou alguns metros com os evangélicos e chegou a subir no palco para discursar.
O evento, que deve arrecadar para os cofres paulistanos mais de 175 milhões de reais, começou com uma valsa em frente ao MASP, em alusão as debutantes. Logo em seguida o ritmo da música mudou e passou para o eletrônico.
Nem mesmo o dia cinza, o frio e a chuva atrapalharam a festa da cidadania.
Joana Silva Forlan, 32, é heterossexual e veio com parentes acompanhar o evento. "Sei que é importante para os Gays a nossa adesão a causa, toda minha família é cristã, mas estamos aqui para dar nosso apoio ao direito de amar”, conta a simpatizante.
Integrantes da Igreja Cristã Evangelho Para Todos estão desde as 11h distribuindo panfletos na Avenida Paulista: “Para Deus somos todos iguais. Amor não é pecado”, diz o panfleto que circulou pelo evento.
“Só queremos que as pessoas respeitem o que Jesus Cristo disse há 2.000 anos, que todos devem se amar”, fala o pastor Silvio Pompeu, 30 anos. Segundo ele, a igreja existe desde 2001 e recebe cerca de 180 pessoas todas as quintas-feiras, dia de culto.
Como todo ano a parada começou na Avenida Paulista e seguiu pela Rua da Consolação até a Praça Roosevelt, no centro da cidade.
Consulta feita ao comando do policiamento no evento revelou que apenas seis ocorrências foram registradas. Os casos médicas caíram pela metade em relação ao ano anterior graças ao policiamento ostensivo que coibiu, bastante, o comercio ambulante de bebidas alcoólicas.
O show de encerramento com a cantora Vanessa foi cancelado. A prefeitura, só na quinta feira, avisou que não teria condições de dar a infra-estrutura.
Até o fechamento desta edição, não haviam sido divulgados números de participantes, nem por parte da Policia Militar nem por parte dos Organizadores.
Fotos: Eduardo Moraes e Inel Almeida
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