Celebração
A importância nunca esteve nos números.
A 12ª Parada GLBTT de São Paulo teve muita coisa para se discutir, nós mesmos da redação tivemos pareceres diferentes, mas isso de maneira alguma é ruim. Por parte de uns foi ótima, por outros com problemas, mas afinal de contas quando é que algo ou alguém consegue agradar a todos? Não dizem que toda unanimidade é burra?
A Parada teve inovações, ganhou um ar mais político com a ausência de trios de casas noturnas, teve quem tenha achado que com isso ela tenha perdido parte de seu brilho, faltando grandes DJs e música mais “moderna”. Mas espera aí, não é sobre diversidade essa parada? Então por que não haver essa pluralidade musical? Por que todos os carros têm que tocar techno ou drag music? Nada disso, pelo que pudemos observar ao lado de todos os carros havia um povo fervendo, teve para todas as tribos e é isso que faz a diferença. Quanto ao ar político foi muito bem vindo, pois não se deve perder a verdadeira essência da Parada. A festa, o “carnaval fora de época” é tudo de bom, não discutimos isso, mas o objetivo da luta nunca deve ser esquecido e bandeiras, devem sim, ser erguidas para mostrar essa realidade.
O presidente Xandão (Alexandre Santos) batalhou muito para conseguir levar às ruas essa 12ª edição e fez bonito.
É claro que a mídia aproveitou para destacar os furtos, os atos isolados de violência ocorridos, mas todos sabem por quem são feitos esse vandalismo, oportunistas existem, não perdem tempo e num evento que traz cerca de 3 milhões e meio de pessoas não dá para se esperar que todos estejam ali com boa intenção, isso é querer se iludir demais.
Tentar destruir é mais fácil que enaltecer. Nós não queremos apontar as falhas e sim aplaudir uma equipe que passou meses trabalhando para trazer o de melhor para cada um que ali estava, cada qual com sua intenção. Às vezes erramos ao tentar acertar, afinal isso é mais que normal, isso é humano.
Ps. Cada qual em sua praia! Infelizmente a Mídia em geral não soube interpretar a brincadeira que a apresentadora Silvetty Montilla fez, ao contar que tinha contado pessoa por pessoa na Paulista e chegou a grande conclusão de que haviam 5.000.000.
Brincar pode! Tomar a brincadeira como verdade, não pode! |