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Coelho de Prata

No domingo 22/11 acabou o 17º Festival Mix Brasil de Cinema de Diversidade Sexual em São Paulo após uma jornada de exibição de 10 dias e aproximadamente 120 produções.

O encerramento foi no CineSesc e foi também a premiação aos melhores filmes do Festival, julgados pelo público e por um júri.
Veja a relação abaixo de quem recebeu o Coelho de Prata e o de Ouro.

Coelho de ouro

"Garoto de Aluguel", de Tarcisio Lara Puiati. (foto)

Coelhos de Prata

Escolha do Público
Melhor curta estrangeiro: "Ser Gay na China", de Ruby Yang  (Eua/China)
Melhor  curta nacional: "Professor Godoy", de Gui Aschcar
Melhor Longa de Ficção:  "Ander", de Roberto Cantor (Espanha)
Melhor Documentário: empate entre "Dzi Croquetes", de Tatiana Issa e Raphael Alvarez e "Meu Amigo Claudia", de Dacio Pinheiro

Escolha do Júri (curtas da Competitiva Brasil)
Melhor Edição: "Garoto de Aluguel"
Melhor Fotografia: "Na Madrugada"
Melhor Roteiro: "Professor Godoy"
Melhor Interpretação: empate entre Kauê Telloli  e Roney Fachini, ambos em "Professor Godoy"
Melhor Direção: Duda Goter por "Na Madrugada"

Prêmio Aquisição Canal Brasil
Depois da Curva, de Helton Paulino (PB)


 

GOOOOONGAAAAAAAA!!!!

Dessa vez até que a mais gritada palavra não foi tão pronunciada na 10ª edição do Show do Gongo, realizado no dia 17/11 no Memorial da América Latina (SP). É que dos 19 vídeos apresentados, que foram inscritos até meia hora antes do show começar, dez não foram gongados, alguns porém, contaram com o fato de terem os menos de 30 segundos exigidos para o público começar a gongar e ainda um (bastante ruim por sinal) que Marisa Orth, a presentadora oficial do Show do Gongo, fez questão de assistir até o final, tratava-se de um video de sexo que era um verdadeiro porre. No júri estavam Silvetty Montilla, que fez um esquenta até a apresentadora chegar e se arrumar, Walério Araújo e Piu- Piu. Foram eles que desempataram os dois videos que receberam as notas mais altas (cinco de cada jurado) e por fim o sério e muito interessante "Arco-Íris", que trazia uma ótima mensagem, foi vencido pelo bom e engraçado "Furico Li, Furico Lá" e foi mantida a tradição de sempre vencer um vídeo de humor. O terceiro lugar foi para "Bixtel", e em quarto empataram "Uómanaizer" gravado na fila de um dos shows que Madonna fez na capital paulista e "Roda Beesha". Veja abaixo algumas fotos.

 

 

 


Abertura foi um escândalo de maravilhosa

Enfim começou mais um maravilhoso Festival Mix Brasil.
Em sua 17ª Edição, o Festival MixBrasil de Cinema da Diversidade Sexual, teve um início explendoroso abrindo com chave de ouro, com o aguardadíssimo e polêmico filme Do Começo ao Fim, de Aluizio Abranches, que assim como Julia Lemmertz, Rafael Cardoso e João Gabriel Vasconcellos, esteve presente na a avant -première desse excelente trabalho que emocionou a platéia que lotou o Cinesesc (SP) e aplaudiu de pé por um longo tempo tanto os atores, diretor e equipe tecnica no início do filme, na apresentação dos mesmos, como ao final. Julia Lemmertz declarou excitadíssima que estava louca para ver o filme pela primeira vez junto com o grande público e que a platéia linda (palavras dela própria) a deixava ainda mais entusiasmada. O diretor também fez uma declaração calorosa. Bem, quanto a falar bem do filme é chover no molhado, pois ele vem sido aguardado pelo seu lado polêmico e delicadamente sensível. O filme conta a história de dois meio-irmãos que vivem uma linda história de amor. de uma sensibilidade sem tamanho e uma trilha sonora de André Abujamra que faz sua música ser um personagem a mais no filme permeando os momentos de extrema emoção ou alegria das personagens. Com certeza um filme que deve ser assistido por infinitos motivos. Veja as fotos da abertura do Festival abaixo.



MIX BRASIL 2009 
17º Festival de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual
 

Pela primeira vez em suas 17 edições, o Festival Mix Brasil, conhecido por apresentar filmes que abordam os mais variados temas relacionados à diversidade sexual, leva ao público um panorama de longas-metragens brasileiros. A organização também destaca uma programação que integra as atividades oficiais do ano da França no Brasil, com uma homenagem ao artista Jacques Nolot. Além da exibição de filmes em diversos formatos, como longas e curtas-metragens, filmes de ficção e documentários, dos mais variados gêneros (drama, terror, pornô, comédia e etc), o evento apresenta uma série de atividades paralelas e especiais, como oficinas, debates, shows e festas. O Mix Brasil acontece em São Paulo, de 12 a 22 de novembro, no Cinesesc, Cine Olido e Espaço Unibanco de Cinema, além do tradicional Show do Gongo no Memorial da América Latina. Brasília recebe o Festival de 25 a 29 de novembro, no auditório grande do Museu da República. Criado em 1993, o Mix Brasil é o maior fórum de cinema GLBT da América Latina e uma das mais importantes vitrines para produções alternativas no Brasil. 

A abertura do Festival, que acontece em 12 de novembro no Cinesesc, para convidados, conta com exibição do aguardado “Do Começo Ao Fim”, de Aluizio Abranches. O filme narra o polêmico relacionamento entre dois irmãos e traz Fabio Assunção e Julia Lemmertz no elenco. Após a cerimônia de abertura, os organizadores do Festival recebem os convidados em festa no clube The Week. 

“A criação de um programa com filmes nacionais foi possível não apenas pela grande quantidade de produções que abordam a sexualidade, mas também pelo aumento da qualidade técnica e de conteúdo dessas obras”, conta a diretora do Festival, Suzy Capó. Um dos destaques da Seleção Brasileira, maior novidade dessa edição do Mix, é o documentário dirigido por Dácio Pinheiro, “Meu Amigo Cláudia”. Considerado uma das grandes surpresas do 33º Festival de Filmes LGBT de São Francisco, conta a trajetória de Cláudia Wonder, travesti que conseguiu sair das páginas policiais para ser destaque nos cadernos de cultura. No programa também serão exibidos “Elvis e Madona”, de Marcelo Laffitte, com Simone Spoladore e Maitê Proença e o documentário “Dzi Croquettes”, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, com depoimentos de Marília Pêra, Betty Faria, Jorge Fernando, Miguel Falabella e Gilberto Gil, entre outros. 

O projeto internacional Fucking Different, que já foi realizado por cineastas de Berlim, Nova York e Tel-Aviv, chega ao Brasil em sua quarta edição: Fucking Different São Paulo, produzido pelo idealizador Kristian Petersen, com a colaboração de Rodrigo Diaz e da Associação Cultural Mix Brasil, apresenta um longa-metragem constituído pelo trabalho de vários cineastas, entre eles Luiz René Guerra, conhecido pelo curta “Sapatos De Aristeu”, apontado pelo Brasil para concorrer a uma indicação ao Oscar. O projeto, realizado a partir de roteiros criados durante oficina oferecida no Festival de 2008, tem o apoio do Goethe Institut São Paulo e da FAAP. São 13 histórias de 11 cineastas que receberam uma ajuda de custo de 250 euros. As mulheres tratam do mundo gay e os homens abordam o universo lésbico. 

Já a Mostra Competitiva Brasil traz esse ano 11 curtas-metragens concorrentes ao Coelho de Ouro para melhor filme e ao Coelho de Prata em várias categorias técnicas. O prêmio é concedido por um júri internacional, formado por programadores de festivais de todo o mundo. Os curtas também disputam o Prêmio Aquisição Canal Brasil, onde a emissora paga R$ 10 mil para os direitos de exibição do vencedor. 

Essa edição do Festival faz parte do calendário oficial do ano da França no Brasil. Para isso, foi criada uma programação especial em homenagem ao diretor, ator e roteirista Jacques Nolot, batizada de Mundo Mix França. Será exibida a trilogia dirigida por Nolot: “L’Arrière-pays” (1997), “La Chatte aux Deux Têtes” (2002) e “Avant que j’oublie” (2007), além de longas em que atuou como roteirista, feitos por realizadores consagrados como “J'embrasse pas” (1991), de André Téchiné, e “La Robe à Cerceaux”, de Claire Dennis. Jacques Nolot estará no Brasil durante o Festival para apresentar seu trabalho e participar de debates. Outro convidado que integra o time francês é o diretor Pascal-Alex Vincent, para apresentar o longa “Donne-moi la main”. Fechando em grande estilo, muitos corpos molhados no documentário de Louis Dupont, “Les Garçons de la Piscine”, que segue três atletas do Clube Aquático de Paris. 

O Panorama Internacional, seção do evento dedicada à exibição de novos longas-metragens que estão circulando em festivais internacionais de cinema e no circuito GLBT, traz o polêmico “Eyes Wide Open”, de Haim Tabakman, que mostra a relação entre um judeu ortodoxo pai de família e um jovem estudante. Três filmes abordam o universo transexual: o grego “Strella”, de Panos H. Koutras, expõe a relação entre um ex-presidiário e uma prostituta trans. “Morrer Como Um Homem”, do português João Pedro Rodrigues, conta a história de uma travesti que quer apagar os vestígios de seu passado masculino. Já “Prodigal Sons”, de Kimberly Reed, é um documentário autobiográfico onde a diretora transexual retorna a sua cidade natal. Entre os destaques internacionais também está o vencedor do último Slamdance Film Festival “Drool”, de Nancy Kissam. A argentina Julia Solomonoff, que foi assistente de direção de Walter Salles em “Diários de Motocicleta” (2004) apresenta o seu “El último verano de la Boyita”. Já “Campillo sí, quiero”, de Andres Rubio, foca no vilarejo espanhol cujo prefeito pretende torná-lo na capital européia do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. 

As clássicas sessões de curtas-metragens Sexy Boys, Trash-o-rama e Mapa das Minas, e a novidade Tara, fetiche ou pura esquisitice, completam a programação internacional, além do programa Proibido para Menores, com filmes que trazem cenas de sexo explicito. Será exibido o documentário “Island – Bastidores do Sexo”, de Ryan Sullivan, que mostra os bastidores da produtora pornô Treasure Island Media, 

O tradicional Show do Gongo, onde qualquer pessoa pode submeter seu vídeo para julgamento do publico, chega a sua 10ª edição. Para comemorar, serão exibidos os vencedores dos últimos anos em sessões ao ar livre, além do evento comandado mais uma vez por Marisa Orth, no Memorial da America Latina, dia 17/10.  

O Cine Olido abrigará uma sessão popular durante os dias do Festival. Nela serão exibidos alguns dos destaques da programação nacional e internacional por apenas R$ 1,50 (inteira) e R$ 0,50 (meia entrada). 

O braço teatral do Mix Brasil, Dramática, ciclo de leituras teatrais sobre homoerotismo e sexualidade, chega a sua terceira edição dividida em quatro blocos. Em Dramáticas Selecionadas, quatro trabalhos inéditos, escolhidos por meio de um edital, ganham leitura encenada no Museu da Casa Brasileira. Entre eles, “Les”, de Ronaldo Ventura, ganhador do Prêmio Cultural LGBT - 2009, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, Ministério da Cultura. Em Dramáticas Montadas são retomados três espetáculos já produzidos, com apresentação na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Em Dramática Convidada, Duílio Ferronato estréia “Se você me amasse”, com direção de Otávio Martins, no Espaço Satyros. A grande surpresa, que marca o encerramento do ciclo esse ano, é o Dramática Histórica, onde Mart Crowley é homenageado com a leitura de “Os rapazes da banda”, clássico reprimido pela censura, que em 1972 garantiu o prêmio Molière para Raul Cortez. O programa conta com a colaboração da Cooperativa Paulista de Teatro e apoio da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual/Prefeitura de São Paulo. A curadoria é de Ferdinando Martins e João Federici. 

Já o Mix Music, braço musical do festival, realizado pela Associação Cultural Dynamite, chega à sua décima edição, que foi organizada em três atrações. O Mix Music na Vitrine dá espaço para novas bandas do cenário independente. As bandas Twinpine(s), The Trixers e Paris Le Rock mostram novas sonoridades na Galeria Olido. O inédito Mix Music Karaokê será comandado pela top drag Thalia Bombinha e traz no júri as drags Renata Peron e Valenttini, além de discotecagem do DJ André Pomba. Acontece no Centro Cultural da Juventude. E o Mix Music Chuveiro In Concert será comandado pela cantora Érika Martins (ex-Penélope), com participação dos convidados Gabriel Thomaz (Autoramas), Kid Vinil, Miranda Kassin e a grande ícone Rosana, no SESC-Pompéia. 

O Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual é uma realização da Associação Cultural Mix Brasil, que tem direção artística da jornalista Suzy Capó, direção executiva do produtor João Federici e direção de desenvolvimento do jornalista André Fischer.   

Serviço:

17° Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual

São Paulo, de 12 a 22 de novembro

Brasília, de 25 a 29 de novembro